• Postado por Tiago

Um laudo feito pelos técnicos da Epagri/Ciram acabou com o mistério sobre o fenômeno que atingiu em cheio Camboriú, no dia 20 de janeiro, e deixou mais de 100 casas destelhadas. O papéli comprovou que a ventania foi consequência do temporal que assolou a região naquele dia e não de um ciclone extratropical, como dizia a boataria. “Os ventos registrados foram de 50 quilômetros por hora. Se fosse um ciclone, poderia ultrapassar os 100 quilômetros por hora”, explicou a meteorologista Camila Cardoso.

Enquanto cidades como Itajaí e Balneário Camboriú recebiam um aguaceiro, naquele dia a Capital da Pedra foi premiada com um corredor de vento que atingiu principalmente o centro da city e os bairros Santa Regina e Cedro. Em algumas casas, o telhado foi inteiramente arrancado pela força do vendaval.

A meteorologista diz que o vento surgiu por uma conjunção de fatores que levaram à tempestade, como o calorão, a umidade, que vem do norte, a baixa pressão atmosférica no litoral, e uma frente fria que tava passando por aqui. “O choque térmico, por causa da variação de temperatura, é que origina o vento”, comentou.

Sobrou pra Cambu, provavelmente por causa dos morros que cercam a city. “A formação geográfica pode provocar um vento mais intenso”, diz Camila. Pra calcular a velocidade da ventania, foi usada a contagem feita por um aparelhinho do aeroporto de Navega, que é o mais próximo na região.

A desconfiança de que os estragos teriam sido provocados por um ciclone extratropical pintaram porque o rastro de destruição da ventania foi muito grande. Mas a meteorologista afirma que, pra que se formasse o tal ciclone, seria preciso que além de todas as condições propícias pra tempestade, também rolasse um ponto de baixa pressão atmosférica com um centro bem formado, que possibilitaria o vento em formato de cone.

Tão precisando de ajuda

Mesmo não sendo um ciclone, o vendaval deixou muita gente no prejuízo. A mandachuva da defesa civil em Cambu, Carla Krug, comentou que alguns moradores que tiveram suas casas atingidas pelo vento ainda não tinham nem se recuperado da enchente de 2008. Por conta disso, a prefa tá fazendo uma campanha pra juntar donativos. “Aceitamos qualquer utensílio doméstico, como fogões, geladeiras, mesas e camas. Tudo será guardado e entregue para as famílias, de acordo com nossos cadastros”, prometeu.

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