• Postado por Tiago

O ex-presidente da associação de bairro do Areias e vendedor de carangos, Miguel Assiz de Andrade, 44 anos, foi assassinado na noite de terça-feira, em Camboriú, com sete tirombaços. O vendedor tava em casa, na rua Fortaleza, mas foi chamado pra morte pelas 22h de terça-feira.

Os familiares do tiozinho contaram que ele se preparava pra dormir quando a motoca de cor escura parou no portão da baia, com dois desconhecidos na garupa. O caroneiro da cabrita saltou da moto e caminhou até o portão. Aí chamou Miguel pelo nome duas vezes. O homem foi atender e assinou sua ida pra terra dos pés juntos.

O vagabundo nem tirou o capacete da cabeça. Sacou uma pistola nove milímetros e acertou sete tiros na vítima. Seis das azeitonadas ficaram cravadas no peito de Miguel e uma atravessou o braço esquerdo, deixando-o estirado no chão entre a vida e morte. Enquanto a parentada corria pra ver o que tava rolando e pedir por socorro, o atirador montou na moto e simandou com o comparsa em direção ao centro da cidade.

Os familiares de Miguel o colocaram dentro de um carro e tentaram chegar ao hospital, mas no meio do caminho a ambulância dos bombeiros fez o resgate e levou até unidade de saúde. Os socorristas tramparam por uma hora, junto com o médico do hospital de Camboriú pra tentar salvar a vida do tiozinho. Apesar de todo o esforço, Miguel perdeu muito sangue e não resistiu aos ferimentos. Morreu uma hora depois de levar os tirombaços.

O corpo passou pela perícia do Instituto Médico Legal (IML) de Balneário Camboriú e foi liberado ontem de manhã pro enterro no Paraná. Apesar de morar há anos no bairro Areias, o ex-presidente da associação de moradores era natural de Pato Branco, no estado vizinho. Carpinteiro por formação, Miguel nos últimos tempos trampava vendendo carros na capital da pedra. Foi presidente da associação do seu bairro por duas vezes e era muito querido na comunidade.

A polícia militar foi chamada, mas não encontrou os assassinos. Mesmo de folga por causa do feriado do Natal, o delegado Fábio Ozório abriu inquérito pra investigar o crime. O delegado acredita que a treta tenha sido um acerto de contas e não descarta a hipótese de estar relacionado ao trampo da vítima. “Pelo jeito que mataram, ele devia estar metido com algo. Com certeza foi acerto de contas, mas o motivo vamos ter que descobrir”, declarou o dotô de Camboriú. O delegado pretende ouvir parentes, amigos e companheiros de serviço pra ver se Miguel tinha aprontado algo que pudesse deixar alguém com raiva e pedir a sua cabeça.

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