• Postado por Tiago

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Telhados ficaram detonados depois do vento forte

Um dia depois da chuva e ventania braba que atingiram a região, a defesa civil de Camboriú se vira nos 30 pra dar conta dos prejuízos. Ontem foi feito o cadastro das moradias mais atingidas pelo vendaval. Cerca de 100 casas ficaram destelhadas e o município bola agora formas de comprar o tampo novo das moradias. Foi cogitada até a possibilidade de se decretar estado de emergência pra city dispensar a licitação de compra dos materiais.

O vento que passou por Camboriú atingiu principalmente os bairros Santa Regina, Cedros e o centro da cidade. O vendaval que veio do norte foi tão forte que chegou até a arrancar o telhado inteirinho de algumas baiucas.

Pra conseguir comprar e doar telhas pra comunidade, a chefe da defesa civil no município, Carla Rosana Krug, mandou uma notificação pra Floripa em que pedia uma forcinha. A mulé pensa em decretar emergência pra fazer compra direta dos materiais, sem ter que passar pela licitação. ?Vou decidir depois que conseguir fazer um levantamento de tudo e ver o tamanho do prejuízo?, disse.

Durante o dia de ontem, agentes da defesa civil cadastraram o povão que ficou sem teto nas suas baias. ?Estou correndo contra o tempo. O cadastro foi só hoje (ontem) pra conseguir comprar o material o quanto antes?, justifica Carla, que promete ajudar também os atrasadinhos.

Os bombeiros e a galera da secretaria do Meio Ambiente também tiveram muito trabalho ontem. Passaram o dia no trampo de corte e recolhimento de árvores que caíram dentro de terrenos e até em cima de telhados de moradias. Pra ontem foi agendada a limpeza nas ruas Capitão Ernesto Nunes e Oscar Vieira, as mais atingidas do bairro Cedros. No fim da tarde de quarta-feira, a vegetação caiu em cima de uma casa e destruiu com a cozinha de uma família. Por sorte ninguém estava dentro da baia e o preju foi só material.

Balneário Camboriú

Na cidade vizinha, Balneário Camboriú, a quinta-feira foi de limpeza das ruas. As vias do bairro das Nações, dos Municípios e do centrão amanheceram cheias da lama que escorreu dos morros. A situação pior ficou no bairro das Nações, entre as ruas Peru e Inglaterra. As vias ficaram cobertas do lamaçal que escorregou do morro do Binário e do Cristo Luz e tapou o asfalto.

Funcionários da secretaria de Obras madrugaram na rua e, mesmo debaixo de chuva, trataram de lavar algumas vias. Foram usados três caminhões hidrojatos e mais dois caminhões tanque pra jogar fora o lamaçal. O prefeito Edson Periquito ainda aproveitou a oportunidade pra prometer que vai comprar dois novos caminhões hidrojatos pra ajudar na limpeza da city quando São Pedro abrir todas as torneiras de uma vez.

A chuvarada

Na tarde de quarta-feira uma chuvarada braba lavou a região e trouxe junto um vento danado. A galera que mede o tempo na Epagri/Ciram informou que em uma hora choveu na Maravilha do Atlântico Sul o equivalente a um dia inteiro. Com isso, as bocas de lobo não deram conta de escoar tudo e transbordaram. As avenidas do Estado, Central, Brasil, ruas transversais e dos bairros das Nações e Municípios ficaram alagadas. O povão teve que arregaçar a calça e passar com água no joelho, pra conseguir caminhar pela cidade.

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