• Postado por Tiago

A recusa da prefa da Maravilha do Atlântico em receber uma unidade de pronto atendimento (UPA) de R$ 2 milhões, custeada pelo governo federal, vai parar nas mãos do ministério público. O vereador Fabrício de Oliveira (PSDB) promete denunciar o prefeito Edson Periquito (PMDB) à promotoria por pouco caso com a saúde do povão. “É inadmissível pensar que perdemos um recurso desses”, diz Fabrício.

A gerente regional de saúde, Ana Toth, disse que a UPA oferecida ao Balneário era do tipo dois, e contaria com dois médicos clínicos gerais e dois pediatras, sala de sutura, raio-X e laboratório. Tudo funcionando 24 horas por dia. Pra manter a estrutura, o município receberia todo mês uma mesada de R$ 175 mil.

Ela contou que a prefa teria ficado com o pé atrás e chegou a pedinchar um pronto socorro mais baratinho, do tipo um, menos equipado, que tivesse um custo menor de manutenção. Mas na hora de assinar os papélis pra agilizar a construção, a secretaria de saúde mandou avisar que não tava mais interessada no projeto.

O abobrão da saúde na city, José Roberto Spósito, lascou que a prefa não teria grana pra manter o pronto socorro, porque tá em fase final de abertura de uma estrutura parecida no bairro da Barra, feita com dindim dos cofrinhos municipais.

A desculpa não convenceu o vereador, que prometeu dedurar o homem-pássaro ao MP ainda hoje. Ele diz que tomou essa atitude porque não conseguiu respostas convincentes da prefa pra fazer beicinho pra verba. “Tenho dificuldade em obter respostas da prefeitura através dos requerimentos que faço na câmara. Então quero que o ministério público faça um acompanhamento paralelo desse caso”, afirma o vereador.

Ele diz que pesquisou a proposta foi entregue ao município de cabo a rabo, e não achou nada que explicasse a tal falta de grana. “Com o que o governo mandaria pro custeio daria pra pagar tranquilamente os funcionários e o funcionamento da UPA”, garante.

Confusão dos diabos

Ao saber da intenção do tucano de baixar no ministério público, o secretário de saúde disse que jamais recusou verba nenhuma. “O que aconteceu foi pura ignorância do vereador e da imprensa, que não entendem nada disso”, soltou.

Desmentindo a gerente regional de saúde, ele diz que foi oferecida ao Balneário uma UPA do tipo um, que não atenderia às necessidades do município. “Seria como a da Barra, que tá sendo feita pela prefeitura porque foi uma promessa de campanha do prefeito. O que fizemos foi desistir dessa e entrar na fila pra termos uma unidade do tipo dois, melhor equipada”, disse.

Spósito afirma que essa segunda UPA seria construída também na Barra e então o pronto socorro que vai ser aberto por ali, num prédio alugado, seria transferido pro bairro das Nações. “Disseram que a gente não queria a UPA, mas não é verdade. Queríamos uma melhor”, carca. Quem saiu ganhando com a mudança de planos do Balneário foram os dengo-dengos, que vão ganhar o pronto socorro do governo federal.

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