• Postado por Tiago

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Dão: ?Muitas pessoas tão sendo lesadas?

O vereador Dão Koeddermann (PSDB) quer saber quanto o fundo Municipal de Trânsito (Fumtran) de Balneário Camboriú ganha com as multas que carca no povão. O tucano diz ter recebido denúncias de que o órgão não tá respeitando a lei municipal que fixa em 50 quilômetros por hora a velocidade limite nos radares espalhados pela avenida Brasil, e, pra completar, tá dizendo um não bem grande pra quem tenta recorrer do canetaço. ?Não quero acreditar nisso, mas se persistirem no que tão fazendo, vão dar a entender que se instalou uma indústria da multa em Balneário?, lascou.

Dão já tá em pé de guerra com o pessoal do Fumtran há algum tempo, por conta do limite de velocidade nas camerazinhas bizolhudas da city. ?A lei fixa a velocidade em 50 quilômetros por hora, mas eles teimam em ir na contramão e colocam 40 nas placas da avenida Brasil?, afirma.

Quando os motoras descobrem a brecha e tentam reverter a carcada no Fumtran, levam um não e são obrigados a enfiar o rabinho entre as pernas e pagar pelo excesso de velocidade, que pode variar de R$ 85 a R$ 574. ?Muitas pessoas tão sendo lesadas. Tão recorrendo e tá sendo indeferido?, diz o vereador.

Dão acha que, por conta disso, a prefa tá faturando alto com os canetaços, e estranha o fato das multas não serem publicadas no jornal oficial do município. ?Antes as multas eram publicadas em edital. Agora, recebi denúncias de pessoas que foram multadas e não receberam em casa, não viram nenhuma publicação e acabaram perdendo o prazo pra recurso?, carcou.

Intisicado, o tucano resolveu protocolar um projeto que obriga a prefa a divulgar, até o dia 10 de cada mês, todos os canetaços dados por conta dos flagras em lombadas eletrônicas e radares, ou feitos pelos guardinhas de trânsito em áreas de estacionamento. A proposta também exige que seja publicada a quantidade de dindim arrecadada no período, e vai pra votação na sessão da câmara desta noite.

Não divulga porque não precisa

O mandachuva do Fumtran, Jaime Mantelli, disse que os canetaços não são publicados porque não é necessário. ?Não existe obrigação de publicação. Isso é feito só quando o proprietário do veículo não é encontrado pelo Correio?, disse. Ele explicou que, nesse caso, o nome do apressadinho sai num edital, na página da prefa na internet.

Questionado sobre a polêmica do limite de velocidade na avenida Brasil, o chefão lasca que os 40 quilômetros por hora foram definidos pro bem do povão. ?A própria lei municipal diz que se aplica onde puder. Nesse caso, se aumentarmos o limite vamos colocar pedestres e ciclistas em risco. A legislação de trânsito tem que levar em conta a segurança das pessoas e não o conforto dos motoristas?, carcou.

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