• Postado por Tiago

O vereador Roberto Souza Junior (PMDB), da Maravilha do Atlântico, quer acabar com a greve da turminha da oposição na marra. Ele fuçou o regimento interno da câmara e descobriu uma brecha pra pedinchar que os coleguinhas birracentos tenham os dias em que não votaram descontados de seu gordo salário. O beicinho dos seis vereadores que formam a bancada da oposição já dura duas semanas. Eles juram que não votam nenhum projeto da prefa enquanto o prefeito Edson Periquito (PMDB) não abrir o hospital municipal.

Roberto cita um artigo da lei orgânica do município e do regimento que diz que só será considerado presente a uma sessão o vereador que assinar o livro de presenças, participar do blablablá no plenário e da votação de projetos. “É preciso ter feito as três coisas. Se não votaram, é como se não tivessem comparecido”, carca o vereador.

A punição, nesse caso, é a tesourada no salário, o que, pra Roberto, se aplicaria aos colegas grevistas. “Pedi que a assessoria da câmara verificasse a situação e tomasse uma providência”, disse.

Mas não deve ser desta vez que os vereadores vão receber uns trocados mais mirrados no fim do mês. O procurador jurídico da casa do povo, Alex Almeida, diz que esse item do regimento interno da câmara já não vale mais nada. “O regimento é inerte nesse sentido. Por ser antigo, alguns artigos foram revogados porque não tavam de acordo com a constituição. Foi o caso da punição por causa da obstrução de pauta”, explicou.

Pelo sim, pelo não, ontem à noite os vereadores Moacir Schmidt (PSDB), João Miguel Tatá (PSDB), Fabrício de Oliveira (PSDB), Orlando Angioletti (DEM) e José Hannibal (PP) reuniram-se com o prefeito Edson Periquito (PMDB) pra um plá. Eles foram convocados pelo homem-pássaro, que pelo jeito não quer mais saber de beicinho na casa do povo.

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