• Postado por Tiago

Política---Fila-dos-bancos---Angioletti---11.09.06

Angioletti pensa em CPI

A câmara de vereadores de Balneário Camboriú promete mandar chumbo grosso pros lados da prefa. O vereador Orlando Angioletti (DEM) diz que tá sendo considerada a hipótese de pedir a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) pra apurar denúncias de falcatruas em contratos sem licitação com a empreiteira ALV. ?Se as denúncias estão saindo na imprensa e a câmara não se manifesta, podemos estar sendo coniventes por omissão?, carcou.

O que deixou o vereador intisicado foi a demora da secretaria de administração em responder um requerimento feito pelo coleguinha Fabrício de Oliveira (PSDB), que queria bizolhar todos os papélis utilizados em duas obras feitas com dispensa licitatória ? a da cratera da marginal Oeste e a limpeza de tubulações da avenida do Estado. Ambas são de responsabilidade da ALV e juntas vão custar aos cofrinhos públicos mais de R$ 400 mil.

Ontem, finalmente, os edis receberam cópias de todos os papélis usados na dispensa de licitação. ?Agora vamos analisar os dados, porque não podemos investigar nada sem um fato concreto. Não podemos ser imaturos?, disse Angioletti. O dono do pedincho, Fabrício de Oliveira, concorda. ?Vou fazer uma análise minuciosa?, prometeu.

Mas numa primeira bizolhada, o tucano diz que achou suspeito o fato de a dispensa licitatória ter sido publicada depois que a obra já tava em andamento. O DIARINHO já publicou que embora a peãozada tenha iniciado o trampo no dia 17 de março, a dispensa só saiu no dia três de abril.

Pra piorar, quando a obra foi iniciada a empreiteira ainda não tinha o registro no conselho regional de engenharia (CREA) da Santa & Bela, que só saiu no dia primeiro de abril. ?Isso tem que ser revisto, porque existem requisitos necessários pra que uma empresa seja contratada com dispensa de licitação?, disse Fabrício.

Ele comentou que também vai dar uma atenção especial no decreto de situação de emergência, que permitiu contratar a empreiteira sem as amarras da lei. ?Esse decreto era em função da enchente de novembro, e o caso da cratera foi um problema específico. Isso terá que ser avaliado?, carcou.

As supostas maracutaias na contratação da ALV já tão sendo investigadas pelo ministério público. O promotor Ricardo Dell`Agnollo, responsável pela moralidade administrativa na Maravilha do Atlântico, abriu um inquérito civil e pediu documentos à prefa pra analisar a treta.

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