• Postado por Tiago

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Paulinho Amândio recebeu reclamações de moradores do centro e do São João

O vereador Paulinho Amândio (PDT) quer limitar o horário de funcionamento dos bate-estacas na construção civil de Itajaí. Se a lei for aprovada, o equipamento que tira o sono de muita gente vai ser usado somente no horário comercia,l de segunda a sexta, e no sábado pela manhã. O projeto também quer acabar com o uso do trambolho próximo a hospitais.

Amândio deu entrada na câmara com o projeto de lei pra regulamentar o uso de bate-estacas ? aqueles trambolhos que estremecem tudo em sua volta e fazem o maior barulhão. O abobrão quer que o equipamento seja usado nas construções peixeiras somente de segunda a sexta-feira das 8h às 12 horas e das 14h às 18 horas. Já no sábado, o bate-estaca seria permitido só pela manhã, das 8h ao meio-dia. A lei também vai proibir o uso deste tipo de máquina a pelo menos 500 metros de distância de hospitais, asilos e casas de saúde. Os bate-estacas do tipo hélice contínua – aquelas de rosca que perfuram o solo – fazem pouquíssimo barulho e, segundo o vereador, poderão ser utilizados sem restrição.

Paulinho disse que elaborou o projeto porque muitos moradores ? a maioria do bairro São João e do centro ? tão reclamando demais do barulho. O vereador deixou a responsa da fiscalização por conta da fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Famai), que vai ficar de zureba no barulho, e da secretaria de Urbanismo, que não vai poder liberar alvará pra obras que usarem o bate-estaca a menos de 500 metros daqueles locais que oferecem serviços de saúde. A intenção do vereador é colocar o projeto em votação ainda neste ano.

Famai já fiscaliza

O fiscal da Famai, Maurício dos Santos, explica que atualmente a fiscalização trabalha com volumes de ruídos para diferentes áreas ? comerciais ou residenciais ? e também diferentes horários. De acordo com o barnabé, a média de volume permitida é de 55 a 60 decibéis, mas já houve caso de denúncia em que o barulho do bate-estaca em Itajaí chegou a 75 decibéis. A empresa que cai na fiscalização por excesso de barulho é notificada e recebe alguns dias ? dependendo de cada caso ? pra resolver o problema, caso contrário, a Famai lasca uma multa. ?Dos últimos cinco anos pra cá as denúncias diminuiriam quase 80% porque os equipamentos estão mais modernos e a maioria do pessoal está trabalhando no horário comercial mesmo?, disse o barnabé.

Mas se o cidadão achar que uma construção, ou qualquer outro tipo de atividade, tá exagerando no barulho, é só ligar para Famai, de segunda a sexta, no horário comercial, no 3348-8031 ou no telefone de plantão, 9980-3329.

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