• Postado por Tiago

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A ca ntora carioca fez três shows em itajaí

O vereador Clayton Batschauer (PR), de Itajaí, recebeu grana da fundação cultural da prefeitura peixeira (FCI) pra se promover em cima da crentalhada. Ele gastou R$ 45 mil pra contratar três shows com a cantora gospel Cristina Mel. Um deles foi feito na Univali e os outros dois dentro de igrejas. Oficialmente, a grana foi liberada para promover eventos pra chamada semana evangélica.

A treta chegou até o DIARINHO através de um leitor, que achou a dinheirama alta demais pro evento. Ele chegou a ligar pra empresária da cantora Cristina Mel, do Rio de Janeiro, e recebeu por e-mail o orçamento de um show. A apresentação solo, em playback, custa quase R$ 20 mil, incluindo passagem, alimentação e hospedagem. Com a presença da banda, o valor fica mais alto: R$28 mil.

Agê Pinheiro, superintendente da fundação cultural, admitiu que o dinheiro foi repassado ao vereador. A grana era pra realizar a semana cultural evangélica de Itajaí. O evento existe há três anos e foi criado por lei municipal de autoria de Clayton. ?A fundação só repassou o dinheiro, mas a organização ficou por conta do vereador?, afirmou o superintendente da FCI.

Agê garantiu que os R$ 45 mil serviram pra realização de toda a semana. Cristina se apresentou em três lugares diferentes e incluiu no pacote o custo da sonorização, iluminação e também de um rega-bofe servido pra crentalhada.

Chefão dos pastores critica uso do dinheiro público

Edson Lapa, presidente do conselho dos pastores evangélicos de Itajaí, garantiu que ele e os outros chefões de igrejas peixeiras nada têm a ver com a treta. ?Nós entendemos que esse não era o melhor momento pra se realizar este evento, já que a cidade ainda se recupera da catástrofe da enchente?, disse. Lapa também não concorda com o uso de dinheiro público para a contração dos shows.

Lapa contou que ele e os outros membros do conselho só ficaram sabendo da realização da semana evangélica quatro dias antes do evento. Receberam a ligação de Clayton Batschauer pra uma reunião e quase caíram pra trás quando viram que já tava tudo fechado, prontinho. ?Nos apresentaram uma proposta pronta, não tivemos qualquer participação opinativa. Por não concordarmos com a realização de shows em lugares particulares e com o dinheiro público nesse momento difícil, resolvemos não apoiar?, afirmou o pastor.

O chefão do conselho de pastores disse que nos dois anos anteriores houve a participação do órgão na organização da semana evangélica. Nas outras edições anteriores, garante, as decisões sempre foram tomadas em comum acordo. Por isso, faz questão de dizer o pastor Lapa, este ano nenhuma agulha foi movida pelo conselho para organizar o evento.

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