• Postado por Tiago

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Nikolas diz que governo do Estado dá muito pouco para Itajaí

Parece que os vereadores da câmara de Itajaí perderam a paciência com o governo do Estado sobre a novela da saída do Copom da cidade, rumo a Balneário Camboriú. Na sessão de ontem, eles deram entrada a um projeto de lei, assinado por boa parte dos vereadores, que revoga todas as leis, convênios e disposições de servidores do município ao governo do Estado.

A medida, batizada de ?Projeto Cansamos?, alega que o Estado trata a cidade que nem lixo e questiona a disparidade na distribuição dos recursos de acordo com a importância econômica peixeira. O documento explica que hoje o governo tem laços de dependência com Itajaí e não dá o devido valor à cidade, que é tida como a segunda em arrecadação para Santa Catarina.

Caso a lei realmente seja aprovada, o terreno cedido pela prefa para a construção do presídio, além dos veículos que estão emprestados ao Estado, devem ser devolvidos para a city peixeira. Além disso, os funcionários e estagiários, contratados pelo Executivo municipal e que estão emprestados ao estadual, como nos casos do fórum e polícia Civil, devem retornar às suas funções de origem em no máximo 15 dias.

Pressão política

Durante a semana passada, o vice-governador do Estado, Leonel Pavan (PSDB), disse, em entrevista a uma rádio, que o Copom ficaria sim em Itajaí, e que se alguém tirasse a parada da cidade agora, quando ele assumisse o governo, em janeiro, ele o traria de volta.

Mesmo com o anúncio feito por Pavan, os vereadores não ficaram menos puteados. De acordo com Nikolas Reis (PT), o projeto é mais uma forma de pressionar o governo do Estado para que não retire o Copom da cidade. ?Na vida pública, só vale o que está no papel, e o único papel que temos hoje é o que diz que o Copom sairá da cidade em janeiro?, lascou o vermelhinho.

Já a vereadora Susi Bellini (PP) ainda não assinou o projeto e está sendo mais cautelosa no assunto, apesar de achar que o governo está embaçando para dar um resposta oficial. ?Nossa última sessão do ano é no dia 17. Eles têm até lá para responder oficialmente. Caso contrário, o projeto segue em frente?, diz.

O projeto está sendo analisado nas comissões da casa e tem até 30 dias para receber um parecer, favorável ou não, e estar pronto para ir a votação. Se o Copom permanecer na cidade, o projeto deve retirado da pauta.

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