• Postado por Tiago

Galera vai ter que usar as águas da praia Central como privada

Os mijadores e chuveiros não serão construídos na praia Central do Balneário Camboriú. Os vereadores da Maravilha do Atlântico Sul derrubaram o projeto de lei proposto pelo executivo que pretendia construir 15 banheiros na beira-mar. Os homens da casa do povo acreditam que o serviço deveria ser oferecido de graça pro povão, e não cobrando pra usá-lo como prevê a proposta. Sem a aprovação dos vereadores, o povão vai ter que passar mais uma temporada de verão usando os banheiros apertados dos quiosques da orla.

Baseada numa lei de 2005, a ideia da prefa é fechar 13 dos 46 quiosques da beira-mar e construir mais duas estruturas, que serviriam como banheiro pros banhistas. Nelas, a comunidade teria privada, chuveiro e até fraldário. Uma empresa seria licitada pra fazer a manutenção do local e seria cobrada uma taxa de R$ 0,50 a 1 pila dos usuários.

As pretensões da prefa foram brecadas na noite de quinta-feira por cinco dos seis vereadores de oposição. Orlando Angioletti (DEM) preferiu ficar quietinho e abriu mão do voto. Autor de um dos votos contrários, o vereador Fabrício de Oliveira (PSDB) acha que a proposta é viável, mas desde que os serviços não sejam cobrados. ?O que a gente não quis foi entregar isso pra uma empresa privada?, admitiu.

Fabrício sugere que os banheiros e chuveiros sejam mantidos pelos donos de quiosques. Em conjunto com seus camaradas, Dão Koeddermann (PSDB), José Carlos Hannibal (PP), Orlando Angioletti (DEM), Moacir Schmidt (PSDB) e João Miguel (PSDB), o Tatá, apresentou um novo projeto no plenário. Pra galera da oposição, os donos de quiosque devem construir chuveiro nos banheiros já existentes e fazer a manutenção sem cobrar tarifa dos usuários.

O vereador líder da situação, Claudir Maciel (PPS), acredita que a proposta da galera da oposição é muito furreca e que os banheiros da beira-mar deveriam ser maiores, com espaço pras moçoilas e o macharedo, além do fraldário pra pirralhada. Claudir acredita que a proposta dos colegas da casa do povo só vai enjambrar um chuveiro num banheiro que é mal-cuidado e pequeno. ?Tem que ter uma pessoa permanente que faça a higienização?, disse.

O vereador ainda explica que a prefeitura poderia fazer o serviço, mas ia custar uns R$ 230 mil pros cofres públicos, fora a manutenção. Claudir pretende modificar o projeto e reapresentar na câmara o quanto antes, pra ver se desta vez é aprovado. O vereador não adiantou o que pretende mudar no projeto.

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