• Postado por Tiago

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Turma GLBTS teve na câmara pra pressionar vereadores a aprovar o projeto

Os vereadores da capital deram um baita passo contra a discriminação sexual na noite de quarta-feira, quando aprovaram por unanimidade o projeto de lei que pune o preconceito contra gays, lésbicas, travestis e transexuais. O projeto agora precisa ser sancionado pelo prefeito Dário Berger (PMDB), que promete canetear o papel durante a quarta edição da Parada da Diversidade, que rola domingo, em Floripa. ?Vamos ter algo para comemorar e não só para lutar. Esta lei não nos dá direito a nada. Só nos dá direito de sermos iguais a todos?, afirma o vereador Tiago Silva (PPS), autor do projeto e defensor da turma do arco-íris.

A nova lei prevê que as pessoas que praticarem atos de discriminação ou qualquer outro atentado aos direitos e garantias fundamentais de qualquer pessoa podem ser advertidas e multadas entre 150 e 450 Ufirs. ?E se essa pessoa tiver contrato, convênio ou qualquer ligação com os órgãos municipais, poderá perder a licença pra funcionamento por um mês e até mesmo a cassação da licença para funcionamento?, conta Tiago, que afirma que é comum gays e lésbicas serem discriminados em restaurantes e outros lugares na capital.

Pacífico

A galeria da câmara ficou lotada durante a votação do projeto. A turma GLBT e simpatizantes foram dar aquela pressionada nos vereadores. Mas nem precisou. Dos 16 parlamentares, 14 votaram a favor da lei nos dois turnos. ?Os vereadores Asael Pereira (PSB) e Erádio Gonçavels (DEM) justificaram as ausências à mesa diretora. Porém é bom lembrar que o vereador Asael, mesmo com sua conduta evangélica, não se opôs à lei?, garante o presidente da casa, Gean Loureiro (PMDB).

Gean lembrou ainda que durante a tramitação do projeto, recebeu integrantes de movimentos GLBT e garante que foi a pressão mais pacífica que observou em todos os anos que está no legislativo mané. ?Ficamos satisfeitos por esta participação cortês, educada e madura. Tenho certeza que esse comportamento ajudou muito a outros vereadores a apoiarem a aprovação desta lei?, conta.

Tiago assumiu a vaga na câmara por um arranjo de seu partido. Em duas semanas, conseguiu que este projeto tramitasse nas comissões e chegasse à votação. ?É o fim de uma luta marcada por preconceito. É a ampliação de direitos dos cidadãos?, avalia o vereador Ricardo Vieira (PCdoB).

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