• Postado por Tiago

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Fabrício protocolou projeto pra bizolhar todos os convênios

A turminha da oposição na casa do povo promete melar a liminar (decisão provisória da justa) que o prefeito Edson Periquito (PMDB) conseguiu e que dá a ele o direito de fechar convênios com quem bem entender, sem mandar projeto pra câmara. Os vereadores vão entrar com uma ação pra tentar reverter o canetaço.

?No nosso entendimento, os convênios que têm repasse de verbas ainda têm que passar pela câmara. O prefeito não tá entendendo assim. O que nós vamos pedir é uma ação cautelar preventiva?, disse o líder da bancada da oposição, vereador Dão Koeddermann (PSDB), que assina o pedincho junto com os também tucanos Fabrício de Oliveira (PSDB), o presidente da casa, Moacir Schmidt (PSDB), João Miguel Tatá (PSDB), e os coleguinhas José Hannibal (PP) e Orlando Angioletti (DEM).

Os edis ficaram intisicados quando se tocaram que, com p papéli em mãos, o homem-pássaro tem uma boa desculpa pra mandar brasa em convênios como o do projeto Segundo Tempo, do governo federal, que não foi aprovado pelos vereadores. A proposta tinha chegado à câmara com um gasto mensal de R$ 53 mil. Não foi aprovada, e depois retornou à câmara com um valor bem menor, de R$ 11 mil, mas acabou sendo retirada de pauta antes que entrasse em votação. ?Dá a entender que o prefeito já soubesse da possibilidade dessa liminar quando tirou o projeto da pauta. Ele sabia que poderia aprovar como bem entendesse?, lasca o vereador Fabrício.

Pra garantir que vai cortar as asinhas de Periquito, além da ação na justa Fabrício também protocolou um projeto de lei na casa do povo que obriga o prefeito a encaminhar a íntegra de todos os convênios firmados pros edis, num prazo de até 24 horas depois do acordo firmado. ?Mesmo que não possamos decidir sobre os convênios, pelo menos teremos uma forma de verificar o que foi feito e, se preciso, tomar providências?, carca o vereador.

Tava rolando interferência

O procurador da prefa e resposável pela liminar, Marcelo Freitas, confirmou que a rejeição do Segundo Tempo foi um dos motivos pra carcada na justa. ?Nunca um convênio tinha sido rejeitado pelos vereadores. É um exemplo claro de que tava havendo interferência do legislativo nos atos do executivo, o que não pode acontecer?, lascou.

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