• Postado por Tiago

A prefeitura de Bombinhas quer diminuir o número de ambulantes que trampam nas praias da city durante a temporada de verão. Um projeto de lei foi enviado à câmara de vereadores e será votado na próxima sessão. Mas antes da votação, os ambulantes revoltados com a ideia prometem fazer um berreiro e começaram a se organizar para tentar mudar a proposta.

Até o ano passado, eram liberadas 168 vagas pro pessoal vender água, sanduíches, badulaques, entre outras coisas, perambulando pelas praias. Com a nova proposta, serão liberados alvarás só pros vendedores de picolés e rede, o que diminuiria umas 100 vagas dos ambulantes.

Aqueles que comercializam coco, milho, água, refri e cerveja ficarão em locais fixos, pré-determinados pela secretaria de turismo. Os produtos serão vendidos pertinho das barracas de churros e cadeiras, que ficam nas ruas que dão acesso à praia. Pelo plano, a documentação exigida aos inscritos também deverá ser mais restritiva e obrigará cada comerciante a vender apenas um produto.

Pro presidente do sindicato dos ambulantes, Vilmar Marchezzi, a proposta tá longe de ser a ideal. O sindicalista acredita que a intenção da prefa seja boa, mas deve ser mais maleável. “Nossa encrenca é porque estão querendo tirar muita gente. Serão 104 famílias prejudicadas. Tem gente que está há 16 anos lá”, conta.

Pra evitar que o projeto seja aprovado, cerca de 300 integrantes do sindicato se reúnem hoje à noite pra bolar um plano de ação. Eles pretendem usar a tribuna da câmara de vereadores e convencer os homens da casa do povo a não aceitarem a ideia que entra em pauta na sessão de segunda-feira.

O projeto já passou em primeira votação, na sessão de 28 de setembro, e foi aprovado por seis votos a três, Os vereadores Leopoldo Teixeira (PMDB), Jair José da Silva (PPS) e Aldori José de Melo (PT), o Melinho, não concordaram com o projeto.

Durante a tramitação, a proposta recebeu cinco emendas. Foram incluídas 10 vagas pros povo que comercializa rede e duas vagas pros vendedores de artesanatos produzidos em Bombinhas. Também foi reduzido em 30% o valor dos alvarás. Mas os benefícios não foram suficientes pra agradar aos ambulantes, que abriram o berreiro. “É quase o monopólio do picolé”, lascou Vilmar.

Integrante do grupo contente com o projeto, o presidente da casa do povo, Edson Tridapalli (DEM), admite que a proposta poderá trazer preju pra alguns ambulantes, mas resolveu pagar pra ver. “Vamos fazer uma experiência nesse primeiro ano. Acredito que o prefeito está tentando organizar a situação dos vendedores ambulantes. Até então existia a venda, mas sem direitos”, palpita.

Em defesa da proposta, o secretário de Turismo, Darlan Martins Junior, explica que o projeto não foi bolado pra prejudicar os ambulantes, mas sim pra atender bem os veranistas. “Como a faixa de areia é muito pequena, existe uma grande concentração de ambulantes e falta espaço pro turista”, defende.

O abobrão afirma que a alteração vai impedir que uma pessoa passe pelo sorteio de vaga mais de uma vez ou que sejam vendidos produtos irregulares, como comidas gordurosas e que estragam com o calor. Darlan ainda relembra que o sindicato dos ambulantes participou de toda a produção do projeto e até teve sugestões de alterações atendidas.

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