• Postado por Tiago

A dupla de repórteres do DIARINHO que está em Chapecó pra cobertura dos jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) deixou as terras peixeiras na madrugada de ontem, por volta das 5h, e, guiando uma caminhonete, chegou na cidade-sede dos jogos por volta do meio-dia.

No caminho entre Itajaí e Chapecó, além daquelas pequenas cidades que ninguém ouviu falar – Herciliópolis, Brunópolis, Vargem Bonita, etc. –, muito mato, muita plantação de cereais e, até um bom pedaço, o rio Itajaí-açu fazendo companhia. Foram 500 quilômetros de chão em sete horas de estrada. A caranga do DIARINHO rodou a BR-470 praticamente inteira e mais um pedação de BR-282.

Perto do km 210 da BR-470, depois de três horas de viagem, a neblina baixou dum jeito que não se via praticamente nada. Pra piorar um pouquinho, começou a chover. Passado esse pequeno perrengue, o primeiro posto de gasolina que apareceu no meio do nada foi o ponto de parada pra esticar os cambitos, tirar uma água dos joelhos e comer um chips. Depois desse pit stop, nova parada só na terra dos colonos.

Pra ajudar o tempo a passar um pouco menos devagar, já que a paisagem não deixava de ser mato dos dois lados, os Beatles tocavam no aparelho de CD. Por volta das 10h20, o único susto de todo o trajeto. Ainda na BR-470, entre as cidades de Irani e Vargem Bonita, o trânsito parou.

Logo apareceram os vendedores ambulantes e aí deu pra ver que aquela fila era “normal”, tanto é que os caras aproveitavam o perrengue pra faturar uns trocados. Mas o trânsito não ficou parado nem cinco minutos e logo a caranga voltou a acelerar. O motivo da pequena lerdeza era uma obra de recapeamento da BR-470, que deixava o trânsito em meia pista. Como a estrada não é duplicada, a turma da empreiteira controla o trafego e libera as carangas em sentidos alternados de tempos em tempos.

Às 10h30, o primeiro sinal de Jasc pelo caminho. Em Ponte Serrada, a pick-up do DIARINHO ultrapassou dois reboques que levavam remos e embarcações da delegação de Floripa pra terra da colonada.

É nóis no seminário

Já em Chapecó, encontramos uma cidade grande e meio suja. Depois de passar no comitê Central Organizador (CCO), que fica no centro de eventos bonitão que a city tem, a galera bateu um rango e foi conhecer o alojamento: um seminário. O lugar é de assustar. Feio e mal conservado. Tudo muito simples, como deve ser todo seminário: sem TV, sem internet, sem música, sem nada. A viadagem vai pagar todos os seus pecados.

  •  

Deixe uma Resposta