• Postado por Tiago

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Clô sabia como ninguém chamar a atenção da mídia

A trajetória recheada de bafões da vida do deputado, apresentador e estilista Clodovil Hernandez vai virar minissérie. A largada no projeto rolou na semana passada, após a advogada Maria Hebe Pereira de Queiroz ser nomeada oficialmente a inventariante dos bens deixados por ele. O projeto foi idealizado pelo próprio Clodovil, morto em 17 de março deste ano aos 71 anos. O roteiro será escrito e produzido pela equipe de Arlette Siaretta, da produtora Casablanca, e deve ser rodado ainda neste segundo semestre. Segundo a produtora, só depois de aprovado o texto final a direção vai negociar a exibição na tevê aberta.

O ex-aspone de Clô, Maurício Petiz, é quem tá encarregado de auxiliar este e outros projetos deixados pelo artista e dublê de deputado. ?O pai dos cantores Zezé e Luciano teve o prazer de contemplar, ainda em vida, o filme ?2 Filhos de Francisco?. Infelizmente, o deputado não conseguiu. Mas queremos mostrar ao público mais jovem que ele não fez sucesso apenas na televisão?, justificou.

A minissérie também tem a missão de mostrar os dramas vividos por Clodovil que, na infância, flagrou o pai e o tio na cama. ?O deputado sempre foi transparente. Então, não poderia deixar de tocar em assuntos que, apesar de delicados, ele mesmo narrou a seu público. Aliás, esse episódio do pai dele foi um marco em sua vida?, revelou.

Polêmicas

Clodovil se tornou conhecido nos anos 60, como estilista, rivalizando com Dener. Nos anos 80, virou estrela da tevê no antológico ?TV Mulher?, da Globo, ao lado de Marília Gabriela. Na década de 1990, apresentou ?Clodovil Abre o Jogo? na TV Manchete.

Em 2003, apresentou o programa vespertino ?A Casa é Sua?, na RedeTV!. Foi lá que Clô queimou a língua ao se referir à militante do movimento negro Claudete Alves como ?macaca de tailleur metida a besta?. A vereadora entrou com uma queixa-crime alegando racismo, que resultou em dois processos. Na RedeTV!, ele também foi alvo do ?Pânico na TV!?, que perseguia Clodovil para que ele calçasse as ?sandálias da humildade?.

Sem espaço na mídia, Clodovil se candidatou ao cargo de deputado federal por São Paulo em 2006. Com slogans que faziam referências a sua gayzice como ?Vocês acham que eu sou passivo? Pisa no meu calo para você ver…?, Clô recebeu 493.951 votos e foi o terceiro deputado mais votado do Estado. Ele trocou de partido e foi acusado de infidelidade partidária, mas foi absolvido pelo TSE uma semana antes de morrer.

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