• Postado por Tiago

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Técnico da secretaria da saúde investiga as causas da morte no hospital

A morte da adolescente Thaísa Cordeiro, 16 anos, é um mistério que ainda vai dar muita dor de cabeça à direção do hospital e maternidade Marieta Konder Bornhausen. A família da adolescente que perdeu a vida cinco dias depois de dar à luz a uma menina, acredita que ela tenha sido vítima de uma infecção contraída dentro do hospital peixeiro. Pra tirar a dúvida, a vigilância sanitária do município tá apurando os fatos. Desde segunda-feira, um técnico da secretaria da saúde tá colhendo material dentro do Marieta pra analisar o caso.

A data pro término da investigação não foi marcada, mas a vigilância sanitária quer saber o que realmente causou a morte de Thaís e se existe a possibilidade de ela ter sido contaminada por uma bactéria dentro da unidade de saúde.

O diretor técnico do Marieta, dotô Jorge Rebelo, disse ontem que também está investigando o caso. Os resultados dos exames feitos em Thaís, que vão diagnosticar o que realmente causou a sua morte, devem sair em até três dias. Por enquanto, o médico trabalha com a possibilidade da paciente ter sido infectada por bactérias no colo do útero. ?Pela rapidez com que ela veio a óbito e sem febre, a gente acredita que essa bactéria foi oriunda do canal vaginal?, explicou.

O dotô prefere esperar o resultado dos exames, mas acredita que a morte de Thaís não tenha ligação com a bactéria que interditou a unidade neonatal do Marieta. Sobre o parto normal realizado em Thaís, o diretor técnico do hospital garantiu que foi tranquilo e sem nenhum fato anormal.

A morte misteriosa

Thaís estava no nono mês de gestação e, na terça-feira da semana passada, ao sentir as dores do parto, a família, que mora na Penha, a levou ao Marieta. No mesmo dia a adolescente de 16 anos deu à luz uma menina, que recebeu o nome de Raíssa.

Na quarta-feira, um dia depois do parto normal, a mamãe já estava em casa com a filha, mas segundo a tia, Dulcemere de Souza, reclamava de cólicas. Com as dores cada vez mais fortes, na sexta-feira Thaís foi levada dinovo ao Marieta e foi imediatamente internada.

No sábado, a adolescente foi operada e teve o útero retirado e dali já foi pra UTI. No domingo, Thaís morreu sem a família saber o motivo. ?Os médicos não davam informações pra gente. Nem no sábado, depois da cirurgia, vieram nos falar o que estava acontecendo?, conta Dulcemere.

A família não quer muita coisa, só explicação. ?Se eles erraram, se ela foi infectada no hospital, que reconheçam. É só o que queremos?, disse a tia da vítima, que afirmou que Thaís era saudável e fez acompanhamento médico durante a gravidez.

A recém-nascida Raíssa vai ficar sob os cuidados do pai de 19 anos e do avô materno.

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