• Postado por Tiago

?Na ânsia de oferecer o serviço, pode ter havido algum probleminha?

A vigilância Sanitária da Santa & Bela fechou as portas da sala onde são feitas cirurgias pequenas, no Santa Inês. O espaço, inaugurado há um mês, não teve o projeto aprovado pela secretaria de Saúde do estado e tava cheio de problemas. A previsão do mandachuva do hospital, dotô Eroni Foresti, é que a sala fique fechada por 20 dias. As quase 300 cirurgias que iam acontecer nas próximas semanas vão ter que ser remarcadas.

A bizolhada rolou por recomendação do Ministério Público Federal e Estadual, e foi feita em todo o hospital. A chefona da vigilância sanitária catarina, Raquel Ribeiro Bittencourt, disse que o problema principal foi a falta de simancol na hora de dividir os ambientes. Isso porque o pessoal que tava na sala de espera tinha acesso pelo mesmo lugar onde passavam os pacientes depois de terem ganhado um trato na higiene, pra poderem ir pra mesa de cirurgia. ?O fluxo de pessoas tava comprometendo a qualidade do serviço?, diz a mandachuva.

Além disso, o banheiro masculino tava servindo de depósito, e uma renca de medicamentos tava guardada de maneira errada. ?Tavam sem rotulagem e faltava organização?, contou Raquel.

Por conta disso, o pessoal da vigilância achou melhor interditar a ala até que todos os problemas sejam resolvidos. A chefona explicou que não foi estipulado um prazo pra que a diretoria do Santa Inês faça as modificações necessárias. ?Eles agora têm que correr atrás pra reabrir?, disse. O hospital também vai ganhar um canetaço de R$ 1,6 mil por causa das irregularidades.

Quase um mês de reforma

O diretor do Santa Inês reconhece que o problema no fluxo de pessoas pode ter rolado por conta da pressa em inaugurar a ala, que foi aberta há pouco mais de 30 dias. ?Na ânsia de oferecer o serviço, pode ter algum probleminha?, soltou dotô Eroni. Ele disse que a sala de espera deverá ser transferida pro corredor, pra evitar contaminação.

O dotô calcula que a reforma na sala, que ele diz ter custado R$ 15 mil pros cofrinhos do hospital, vai sair por mais R$ 4 mil. Por enquanto, a ala vai funcionar só pra consultas de pré e pós-operatório. Eroni diz que, pra reabrir de vez, serão necessários pelo menos mais 20 dias.

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