• Postado por Tiago

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Construtora bancou e guarda-vidas instalaram as boias

Até quinta-feira, 20 boias deverão ser instaladas na praia do Balneário Camboriú. Os trombolhos amarelos ficarão a 200 metros de distância pra delimitar a área dos banhistas e evitar que as embarcações abusadas invadam onde o povão toma banho. Seis trecos já estão na praia central da Maravilha do Atlântico Sul. As bagaças custaram cerca de R$ 40 mil e foram bancadas pela construtora FG Procave.

As boias evitam que os barquinhos entrem na faixa dos banhistas e causem algum acidente grave e até ajudam no trampo dos guarda-vidas. Seis traquitanas foram colocadas em pontos estratégicos na praia Central, na semana passada, em caráter de experiência. Como a ideia deu certo, as outras 14 boias vão ser instaladas até o fim desta semana.

Elas deverão ser espalhadas entre as praias de Laranjeiras, Taquaras, Taquarinhas, Estaleiro, Estaleirinho e do Pinho. As que sobrarem deverão preencher alguns pontos vazios da praia central. ?A gente pretende instalar as boias com 300 a 400 metros de distância uma da outra, mas vamos ver como será possível?, contou o secretário de segurança, Adelcio Bernardino.

Por outro lado, o major dos bombeiros, César Assumpção Nunes, acredita que as traquitanas só vão funcionar se os donos de barcos, jet skis e iates chicosos respeitarem a área dos banhistas de plantão. ?A sinalização de limite de velocidade faz com que o motorista diminua no trânsito? Não. Isso depende de cada um?, lascou, comparando o marzão com as estradas. Os abusados que são pegos passando da área permitida são multados e podem até ter a autorização de pilotar embarcações recolhida pela Marinha.

A Marinha prevê que os barcos e jets fiquem a 200 metros de distância da orla. Mas mesmo assim alguns abusam da sorte e invadem a região dos banhistas

R$ 40 mil

As boias foram bancadas pela iniciativa privada. A FG Procave pagou cerca de R$ 40 mil pra um fábrica do Itajaí, que não teve o nome divulgado, tornar as traquitanas uma realidade. A prefa só entrou com a construção das bases de concreto que servirão como âncora e evitarão que as geringonças saiam do lugar. Os guarda-vidas ficaram com o trampo de instalação.

Até hoje, a praia é delimitada apenas pelos guarda-vidas. Os heróis do mar acumulam o trampo de orientar os banhistas, retirar os afogados da água, fazer os primeiros socorros e ainda fiscalizar se as embarcações não tomam a área do povão. ?As embarcações ficavam livres, só os salva-vidas, através de binóculo, no olhômetro, teriam que agir no momento que achassem alguma infração?, admite o secretário de segurança.

As boias são de polietileno, que é uma espécie de plástico que resiste a ação do tempo. A base é feita de pastilhas de concreto, que ficam cravadas no fundo do mar, a seis metros de profundidade e são sustentadas por cabos de aço. As boias são amarelonas, a cor determinada pela capitania pra que seja espalhafatosa e vista de longe pelos donos das embarcações.

O major dos bombeiros e o barnabé da segurança ainda decidem se as boias ficarão durante todo o ano ou só na temporada de verão. Adélcio afirma que os trecos podem durar de três a cinco anos dentro d?água, mas pode retirar a parafernália na época de pesca, pra evitar que os barcos fiquem enroscados por lá.

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