• Postado por Tiago

Um em cada 30 brasileiros tem hepatite B ou C, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), e a maioria nem sabe. O alerta é feito por especialistas nesta terça-feira (19), Dia Mundial das Hepatites Virais. O grande problema é que, como a doença raramente mostra sintomas, metade dos portadores acaba desenvolvendo cirrose e câncer hepático. 

Em todo o mundo, as hepatites B e C atingem 520 milhões de pessoas, número 13 vezes maior que o de infectados pelo vírus da Aids. Transmitido também por contato sexual, o vírus do tipo B é 100 vezes mais contagioso que o HIV. Já o vírus do tipo C é adquirido com mais frequência por meio de sangue e derivados. Ambas as doenças também podem ser transmitidas por objetos pérfuro-cortantes, como alicates de cutícula e instrumentos de tatuagem que não foram devidamente esterilizados.

Muitas vezes o organismo, sozinho, combate os vírus, mas a doença pode se tornar crônica em 5% dos casos, em relação à hepatite B, e em até 80% quando a infecção é pelo tipo C. 

Muitos casos hoje diagnosticados de hepatite C foram adquiridos por transfusões sanguíneas feitas antes de 1993, quando a doença não era rastreada no sangue e hemoderivados provenientes de doações. Outra forma comum de transmissão era o uso de seringas não descartáveis. 

O tratamento da hepatite C dura aproximadamente 48 semanas. As chances de cura variam de 40% a 90%. Já para a hepatite B ainda não existe cura, apenas controle constante da carga viral. No entanto, o vírus do tipo B pode ser prevenido com a vacina, que faz parte do calendário infantil desde 1998. 

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