• Postado por Tiago

O autônomo Roberto Henrich, 50 anos, denuncia o descaso dos profissionais da saúde pública de Itajaí. Ele sofreu um derrame e não consegue fazer os exames para que possa ter um laudo e conseguir se encostar pelo INSS.

Roberto diz que sofreu o derrame há seis meses. Como sequela, tá com o braço esquerdo sem poder fazer força, a perna tá puxando e tem lapsos de memória. Depois que ele saiu do hospital, o médico que o tratava no centro de Referência de Doenças Infecciosas de Itajaí (Ceredi), Ricardo Cardoso, lhe deu uma requisição para fazer um exame de doppler transcraniano (DTC). O exame era pra ver o tamanho do estrago no seu cérebro.

O autônomo apresentou a requisição no posto de Atendimento Médico (PAM) do centro de Itajaí, na rua Felipe Schmidt, e diz que esperou quatro meses para ser chamado. Acabou cansando de esperar e fez um escândalo. Somente aí é que uma funcionária lhe informou: O PAM não aceita a requisição de exame do médico Ricardo Cardoso, pois ele não é neurologista.

Roberto voltou a ser atendido pelo médico do Ceredi, que fez uma requisição para ultrassom na cabeça e também um encaminhamento para um neurologista. O exame também acabou não sendo marcado. Terça-feira, Roberto voltou ao centro de referência e admite que fez o maior forrobodó, porque nem o exame nem a consulta com o neurologista foram marcados. “Peguei meus documentos de volta e vou procurar outra solução”, disse.

Roberto tá com medo de acabar sem lenço nem documento nessa história toda. Ele trabalha com manutenção de portas pantográficas. Esperto, contribui como autônomo para o INSS. Agora precisa dos exames para passar pela perícia médica do INSS e conseguir pelo menos se encostar, até que possa voltar a trabalhar ou se aposentar de vez, caso não se recupere. “Eu sou sozinho. Preciso me garantir. Daqui a pouco vou ter que usar fraldas e quem é que vai cuidar de mim?”, se preocupa, já pensando no pior.

É feito pelo Estado

Andréa Godry, enfermeira do Ceredi, explicou que o exame que Roberto precisa não é feito em nenhum lugar de Itajaí. “Por isso ele foi encaminhado pra tratamento no PAM, pra entrar na lista do Estado”, esclareceu. A enfermeira lembra do rolo que o autônomo fez e diz que o Ceredi nada mais pode fazer por ele.

No PAM, uma funcionária reafirmou as explicações da enfermeira do Ceredi. Também informou que Roberto assinou um documento pra sair da fila de espera em Florianópolis. Se ele voltar atrás, terá que procurar o PAM novamente, passar por uma nova consulta médica, pra só depois ser encaminhado pra Floripa.

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