• Postado por Tiago

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Zilda era médica e dedicou sua vida a ajudar os pequerruchos

O terremoto que assolou o Haiti na terça-feira deixou um rastro de dor também no Brasil. Até ontem à tarde, já tinha sido confirmada a morte de 11 militares brasileiros e da médica sanitarista Zilda Arns, 75 anos, fundadora da pastoral da Criança, que tava em missão pelo país. Ela é catarinense de Forquilhinha, e sua morte causou muita tristeza pela Santa & Bela.

O arcebispo de Floripa, Dom Murilo Krieger, ainda chocado com a notícia, foi só elogios à missionária. ?A imagem mais forte que dona Zilda nos deixou é de vida. Onde ela estava ela preenchia o ambiente pelo brilho de seus olhos, pelo entusiasmo que ela transmitia às pessoas. Era uma líder no sentido de que se multiplicava nas pessoas que a ouviam?, disse.

Dom Murilo lembra que, apesar da idade, Zilda ainda tinha energia pra dar e vender. ?Morreu num dos países mais pobres do mundo, buscando multiplicar nas pessoas a vontade em ajudar as crianças. Ela agora direciona nosso olhar para tantas e tantas crianças ao nosso lado que necessitam de carinho e de ajuda concreta?, acrescenta.

Sobre a tragédia que destruiu boa parte do Haiti, Dom Murilo pede uma grande corrente de fé. ?Sozinho aquele pais já demonstrou não ter condições de resolver seus problemas. Ainda mais agora, atingidos por esta calamidade. Então é preciso uma união mundial para ajudar aquelas pessoas, uma prece por estas pessoas e por esta catarinense, uma lutadora incansável pelo desenvolvimento da nossa sociedade?, conclui.

A coordenadora da pastoral na região de Floripa, Neli Nagata Nobre, disse que também ficou chocada com a notícia de que a médica tinha sido vítima do tremor de terra. ?É difícil acreditar que isso aconteceu. Estamos em luto?, disse.

Ela comentou que, nos últimos anos, Zilda já tava afastada das atividades da pastoral no Brasil. ?Quem tá coordenando é o filho dela, Nelson Arns. Dona Zilda tava se dedicando à implantação da pastoral Internacional?, comentou. A médica já tinha levado seu trabalho de redução da mortalidade infantil através do acompanhamento de grávidas, bebês, e do desenvolvimento dos pequerruchos, pra 17 países.

O que consola o pessoal da pastoral é que Zilda partiu pro além fazendo o que mais gostava. ?Ela morreu junto dos pobres e carentes, tentando ajudar, fazendo o que sempre fez?, contou Neli.

A estimativa das otoridades do Haiti é que pelo menos 100 mil pessoas tenham morrido por conta do terremoto, que devastou a região da capital do país, Porto Príncipe. Como a tragédia abalou as redes de telecomunicação, as informações sobre as vítimas e o tamanho da desgraça ainda são meia-boca.

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